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As vantagens do parto normal para a mulher e para o bebê.

No artigo passado falamos dos medos que as mulheres têm do parto normal.
Hoje, quero falar de suas vantagens para a mulher e para seu bebê. Mas, precisamos entender o que queremos dizer por parto normal: um parto via vaginal, em que seja respeitada a fisiologia e o ritmo da parturiente e em que só se façam intervenções necessárias. Em que a mulher seja respeitada em suas escolhas de local e companhia. Em que seja aguardado seu momento de sentir força para fazer seu bebê nascer e que ela possa fazer esta força no seu ritmo. 
Um parto que é apressado desnecessariamente por colocação de ocitocina, em que o nascimento seja apressado por profissionais pressionando sua barriga, em que seus desejos de local e companhia não sejam garantidos pode ser um parto vaginal, mas  pode ser traumático para mãe e bebê.
Falando então de um parto normal, respeitoso, vejamos as vantagens para a mulher e para o bebê
Para a mulher:

  • diminui os riscos de hemorragia, infecção;
  • a recuperação pós-parto é mais fácil, permitindo cuidar do bebê, estabelecendo um vínculo mais imediato;
  • permite voltar às atividades normais mais cedo;
  • não deixa cicatriz;
  • se foi necessário um corte no períneo ou se houve um rompimento espontâneo do períneo e necessidade de uma sutura, os pontos dessa sutura são absorvidos naturalmente, não precisam ser retirados. Para que estes pontos não incomodem no início do pós-parto, basta que ela se sente em uma almofada com  um buraco  no meio ou em almofada própria para quem fez cirurgia de hemorróidas;
  • do ponto de vista psicológico, a mulher sente seu poder de parir, a satisfação de ser a agente do processo e não apenas paciente;
  • se o parto for hospitalar, o tempo de internação é menor do que no caso de cesariana;
  • durante o trabalho de parto, o corpo da mulher libera ocitocina que é o hormônio responsável pelas contrações e também pela liberação do leite, o que facilita  a amamentação na primeira hora depois do parto.

Para o bebê:

  • não marcar o dia do parto e sim esperar que a mulher entre espontaneamente em trabalho de parto, garante que chegou o momento de maturidade daquele bebê para  vir ao mundo, que ele  está pronto para nascer. Claro, que há casos de prematuridade (antes da 37ª semana), mas eles são minoria.
  • o bebê nasce com seus pulmões aptos a respirar e respira melhor;
  • em geral tem seus reflexos mais prontos;
  • as contrações de parto e a passagem pelo canal vaginal funcionam como uma “massagem” que acaba de aprontar o bebê para viver fora do útero materno.

Claro que o parto normal só deve ser tentado se está tudo bem com a gestante e o bebê.  Pode acontecer também de um parto começar como parto normal e ter que acabar como cesariana. Em geral, a observação do processo pelo profissional de saúde que está atendendo (ausculta dos batimentos fetais, toque vaginal, verificação da pressão da parturiente) diz se está ocorrendo algum problema com tempo de serem tomadas providências até para a retirada para uma maternidade, se o parto está sendo domiciliar e ser providenciada a cesariana.
A mulher que, mesmo desejando um parto normal, termina por ter uma cesárea, se tem confiança na avaliação que o profissional que a atendeu fez da necessidade da cirurgia, não deve ficar frustrada. Se realmente a cesárea foi necessária para evitar risco sério de vida ou de dano para a mãe ou para o bebê, a mulher deve ficar contente de que haja esta opção e de que ela viveu esta opção para o bem de seu filho e dela própria. O parto foi dela, ela que foi cortada e viveu cada momento da cirurgia.