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O que é ser uma boa mãe?

A questão “o que é ser mãe boa ou mãe má” estava sendo debatida no blog Bebedubem. Eu respondi que se sabia que era uma boa mãe quando a criança estava feliz, a mamãe e o papai também.

Mas, é uma resposta simplória. Primeiro, porque é difícil definir o que é ser feliz. Segundo, porque não diz nada concreto sobre o tema. Terceiro, porque coloca uma dicotomia “boa/má”, como se não houvessem nuances, como se em alguns momentos uma mãe má não pudesse ser boa ou uma mãe boa não pudesse errar.

Winnicot dizia que as crianças  precisam de mães suficientemente boas. Ele estava dizendo que criança não precisa de mãe perfeita, até porque elas não existem.
Vamos tentar pensar umas coisas práticas:

  • Mãe boa sabe que um filho tem suas próprias características, é diferente dela, do pai e dos irmãos. Pode ter um temperamento mais parecido com alguém da família, mas é única. E deve ser observada pela mãe, para poder ser entendida e aceita dentro do seu jeito de ser. A mãe não deve querer que ela seja igual ou parecida com ninguém. As crianças mudam também dependendo da fase. Um desses dias uma adolescente de 14 anos, que sempre foi tímida, chegou para a mãe e disse: “Eu venci minha timidez. Sei que posso falar com as pessoas e as pessoas comigo”. Claro que isto foi um processo, que passou até por uma fase de psicoterapia, mas foi uma mudança. A mãe agora pode propor à filha, coisas que antes não pensava em fazer, respeitando a timidez dela.

  • Mãe e pai não devem querer realizar através dos filhos seus sonhos irrealizados. Se você não conseguiu fazer balé, não é legal que fique estimulando a filha ou filho só para isso, sem oferecer outras oportunidades.

  • Mãe boa dá carinho, afeto, amor mas também dá limites. Criança precisa de ouvir um “não” firme desde bebê, quando, por exemplo, no colo de um adulto  tenta tirar o óculos da pessoa. Um “não” firme, segurar a mãozinha e dar-lhe outro objeto para brincar, faz parte do aprendizado de limites. Ao longo da vida, vão precisando de limites, limites estes explicados dentro da compreensão da idade da criança. Não é responder “Não porque não”, mas explicar o porquê.

  • Pai e mãe devem discutir muito as regras que vão dar e um não pode  desfazer a autoridade do outro. Devem discutir antes, ou dizerem “Papai e mamãe vão pensar e depois lhe dizem”. Isto pode acontecer mesmo quando os pais são separados, pois separaram-se da relação conjugal e não da parental.

  • Mãe e pai bons não precisam encher os filhos de presentes e de tudo que há de mais moderno. Se não há dinheiro para comprar algo que não é essencial, deve ser dito sem ficar sentindo culpa. Filho precisa mais de atenção do que de coisas materiais.

  • Se os pais trabalham todo o dia e saem antes da criança estar acordada podem demonstrar sua ligação deixando bilhetinhos, telefonando. Se chegam e a criança já está dormindo podem combinar algo que mostre que o papai ou a mamãe foi vê-la no quarto.  Por exemplo, um beijo de batom na testa, um nó no lençol, um objeto colocado na cama.

  • Se a mãe ou pai se irritou ou foi injusto, pode pedir desculpas. E ensinar o filho a pedir desculpas também.

  • É valorizar e elogiar as características tanto físicas quanto psíquicas da criança. É, por exemplo, não querer que ela tenha cabelos lisos se eles são crespos ou vice-versa.

  • É não comparar o ritmo dela de desenvolvimento com o de outras crianças. Cada um tem o seu.

  • Enfim, estes são alguns exemplos práticos de como amar e dar limites e ser uma mãe e também pai razoavelmente bons.